O setor bancário está em uma encruzilhada histórica, impulsionado por mudanças tecnológicas e comportamentais sem precedentes. Para prosperar, as instituições tradicionais precisam compreender as forças que as ameaçam e abraçar as oportunidades que surgem no horizonte digital.
Nos últimos anos, o acesso bancário por smartphone tornou-se tão comum quanto caminhar pela rua. Essa revolução impacta diretamente as receitas e a relevância dos bancos tradicionais.
Cada uma dessas ameaças exige respostas rápidas. A perda de receitas em massa prevista pela McKinsey pode comprometer até 40% dos ganhos atuais, enquanto a disrupção pelo crescimento digital desafia processos históricos e impõe novos padrões de agilidade.
Apesar dos riscos, o mesmo ambiente disruptivo oferece caminhos claros para a renovação. Os bancos podem aproveitar recursos tecnológicos e parcerias para ganhar escala e resgatar confiança.
Por exemplo, a metodologia fintech permite testes rápidos e ajustes constantes, reduzindo custos e aumentando a assertividade da oferta. Quando unida à exploração de GenAI e nuvem, forma-se um motor de desenvolvimento que revoluciona processos internos e eleva a experiência do cliente.
Nem todas as iniciativas estão isentas de riscos. A transformação digital exige equilíbrio entre inovação e governança, além de sensibilidade a cenários macroeconômicos e regulatórios.
Os bancos precisam atualizar seus sistemas AML com plataformas baseadas em IA, capazes de analisar grandes volumes de dados em tempo real, reduzindo falsos positivos e fortalecendo a segurança.
Para embasar decisões, é fundamental conhecer os números que definem o ritmo da transformação.
1. Redesenhar processos com foco no cliente: aplicar princípios ágeis desde o planejamento até a execução, garantindo entregas rápidas e adaptáveis.
2. Estabelecer colaboração estratégica e flexível com fintechs: por meio de parcerias e investimentos, os bancos podem internalizar culturas inovadoras e acelerar lançamentos de produtos.
3. Modernizar a infraestrutura tecnológica: migrar dados para a nuvem, explorar GenAI e reforçar a cibersegurança para suportar altos volumes de transações e análises avançadas.
4. Desenvolver plataformas abertas (Open Finance) que permitam portabilidade de crédito e agregação de serviços de terceiros, aumentando o engajamento e a fidelização dos clientes.
5. Treinar equipes para novas competências: do uso de dados à gestão de riscos com IA, capacitar profissionais é essencial para sustentar a transformação.
O cenário é exigente, mas também repleto de potencial. Os bancos que abraçarem uma cultura de inovação e mantiverem disciplina operacional serão capazes de transformar ameaças em alavancas de crescimento.
Ao equilibrar a adoção de novas tecnologias, a governança robusta e a proximidade com o cliente, as instituições tradicionais podem não apenas sobreviver, mas prosperar em um ambiente financeiro cada vez mais digital.
Chegou a hora de liderar a próxima onda da transformação bancária, criando um setor mais ágil, inclusivo e sustentável para as próximas gerações.
Referências